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Análise de Empire: Total War para PC
Posted: 18 Mar 2009 12:28 PM PDT
Empire: Total War
Ficha Técnica
- Título: Empire: Total War
- Produtora: SEGA
- Desenvolvedora: The Creative Assembly
- Distribuidora: SEGA (caixa), Steam (download)
- Plataformas: PC
- Motor gráfico: N/A (privado)
- Data de Lançamento: 3 de fevereiro de 2009
- Gênero: Estratégia em Tempo Real (RTS - Real Time Strategy) / Estratégia baseada em Turnos (TBS - Turn-based Strategy), Ação e Estratégia Épica
- Versão: 1.0.1
- Classificação Etária: 14+ anos
Requerimentos mínimos:
- Processador: Intel Pentium 4 2.4GHz ou AMD Athlon equivalente;
- Memória RAM: 1GB (2GB para o Vista);
- Placa de vídeo: 3D de 256mb, com suporte 100% ao DirectX 9.0c e ao Shader Model 2.0, NVIDIA GeForce 6800 ou ATI Radeon X700 ou superior;
- Espaço HD: 15GB;
- Placa de Som: compatível com DirectX 9.0c;
- Unidade de Leitura: DVD-ROM (2 DVD-DL);
- Sistema Operacional: Windows XP SP2/ Vista;
- Conexão à internet para ativação online via Steam.
Requerimentos recomendados oficiais não divulgados.
Configuração em que o jogo foi analisado pela equipe:
- Processador: Intel Core 2 Duo E7300 @ 2.66GHz;
- Memória RAM: 4GB (2x 2GB DDR2 Kingston PC6400 @ 800MHz);
- Placa de vídeo: XFX GeForce 9800GT 512mb GDDR3;
- HD: 500GB Samsung SATA2 7200RPM 16mb;
- Placa-mãe: ASUS P5Q;
- Sistema Operacional: Windows Vista SP1;
- Driver de vídeo: GeForce 182.06 WHQL;
Prós e Contras
Prós:
O melhor episódio da franquia “Total War” até agora. Se as batalhas terrestres já ocorriam em proporções cinematográficas nos títulos anteriores, em Empire Total War, os confrontos navais de cair o queixo são responsáveis por dar o toque final a uma antiga necessidade da série.
Geralmente tratado com um ponte forte, tanto a interface de controle de campanha quanto a de batalha ficaram muito mais simplificadas e fáceis de serem usadas durante o gerenciamento de tropas e cidades, por exemplo. Empire também conta com um dos melhores gráficos já gerados por um jogo do gênero de estratégia, sem falar nas sequências pré-renderizadas.
A “Road to Independence” insere 3 confrontos históricos na consagrada jogabilidade de Total War, além de funcionar tanto como uma campanha quanto um tutorial caprichado.
Contras:
O tamanho do jogo: desgastantes 15GB. Se você planeja arranjar o jogo via download (pelo Steam ou não), se prepare para deixar seu micro ligado por um bom tempo. O pacote de expansão Empire: Total War Special Forces Edition é caro demais (acréscimo de 20 dólares ao preço da versão normal) para apenas 6 unidades novas.
Por fim, a mecânica de jogo traz defeitos graves, como unidades ridiculamente travadas por elementos do mapa, e erros de renderização diversos, além dos incômodos crashes que podem interromper a jogatina várias vezes.
Bem-vindo ao Século 18, a Era do Iluminismo
A Era do Iluminismo - Age of Enlightenment, em inglês - para muitos historiadores, inicia no término do século XVII e vai até o início das Guerras Napoleônicas, no começo do século XIX, sendo assim, envolvendo basicamente os anos de 1701 a 1800. Foi neste período que aconteceram as maiores reformas políticas, avanços militares e tecnológicos, além de alterações radicais na ideologia de diversas nações, originando revoluções e conflitos que transformaram a sociedade da época.
Desta vez, o novo episódio da franquia épica da Creative Assembly, Empire: Total War, coloca o jogador direto neste período de transformação ideológica e conflitos, além de inovar como jamais foi visto o gênero de estratégia, seja ela baseada em turnos ou em tempo real.
Já produzida e publicada por três gigantes dos games - SEGA (atualmente), Electronic Arts e Activision -, a franquia desenvolvida pela Creative Assembly teve seu primeiro episódio, Shogun: Total War, em junho de 2000. Com o aparente sucesso do primeiro título, vieram ainda Medieval: Total War, em 2002, Rome: Total War - o grande responsável pelo estouro da série -, em 2004, e o consagrador Medieval II: Total War, lançado no final de 2006. Para essas duas últimas versões, houveram ainda pacotes de expansão.
Talvez a característica mais notável foi o fato da série introduzir nos computadores batalhas e periódos históricos de uma forma cinematográfica, com cenas de dimensões épicas e confrontos envolvendo centenas de milhares de soldados. Também não podemos desmerecer sua interface de campanha baseada em turnos, oferecendo amplas opções de gerenciamento ao jogador. Empire: Total War chega para complementar mais um grande periódo histórico e trazer uma desejada necessidade à consagrada franquia: os embates navais.
Conquistando o novo mundo
Para os recém-chegados na franquia ou outros querendo um bom aquecimento antes de partir para a Grand Campaign - a campanha principal do jogo - é possível, além dos tutoriais básicos de como controlar uma batalha terrestre e naval, jogar a “Road to Independence”, uma campanha convencional dividida em 4 capítulos. Nela, o jogador controla desde as primeiras colônias inglesas na América do Norte até a Guerra da Independência, culminando na formação dos Estados Unidos da América, ao maior estilo “O Patriota”, filme dirigido por Roland Emmerich (assista ao vídeo abaixo).
Toda a campanha é dirigida através de missões e objetivos bem detalhados enviados à sua administração. Questões simples como tomar uma vila indígena inimiga, capturar um forte inimigo ou estabelecer relações comerciais com alguma facção conduzem a trama de forma bem direta e rápida. O jogador faz uso do mapa de campanha - este baseado em turnos - para gerenciar suas colônias e tropas, e a visão só passa a ser em tempo real quando dois exércitos ou frotas se encontram. Para dar o toque final, sequências de animação pré-renderizadas ajudam a manter o clima épico com cenas emocionantes.
A Grand Campaign funciona da mesma forma, mas com pouquíssimos objetivos definidos, 4 modos de jogo, que definem o limite de turnos e/ou territórios para o término da jogatina, e 3 cenários: América do Norte/Central, Europa e Índia. Aqui, é possível escolher uma das 15 nações do século 18, entre elas a Grã-Bretanha, França, Países Baixos, Suécia e Espanha, cada uma com seu território inicial bem definido, unidades e características particulares. E prepare-se: dependendo das condições de vitória, poderá levar semanas para ganhar uma Grand Campaign.
Fundando uma potência
Antes de pensar em declarar guerra e partir para a pancadaria, é necessário que sua nação esteja em total equilíbrio político, econômico e militar. Jamais o balanceamento entre esses três quesitos foi tão necessária em um jogo de estratégia. Do que andianta declararar guerra contra nações adversárias se você não tem dinheiro para manter suas tropas ou proteger suas cidades?
Como dissemos, essas questões são gerenciadas através do mapa de campanha. A partir dele é que podemos ajustar o valor de impostos e analisar o crescimento e atitudes da sua população até recrutar e mover exércitos, frotas e espiões. De fato, é um pouco complexo e requer uma grande atenção do jogador, já que cada turno é decisivo. Assim que você tiver certeza que todas as possibilidades de ação ou construção forem esgotadas em um turno, é hora de avançar, mas você pode não ter a oportunidade de reagir imediatamente no caso de um um avanço inimigo, por exemplo.
Em comparação aos outros episódios da franquia, o mapa de campanha ficou muito mais intuitivo e simplificado. Podemos notar tal fato, entre outros lugares, nas questões diplomáticas. Se antes era necessário mandar um diplomata até a nação desejada, agora, basta abrir uma aba para negociar tratados de comércio, aliança ou declarações de guerra com alguma nação, e pronto. O mesmo vale para os comerciantes, que agora se resumem a fluxos de comércio pelo continente e não em apenas um agente.
A expansão de suas cidades também ficou mais direta. Desta vez, o crescimento será espontâneo, significando que suas cidades vão se expandindo a medida que sua população aumenta, bastando a você que apenas controle os impostos e ordene a criação de edifícios-chaves como um centro militar ou um observatório, por exemplo. O excesso de pessoas pode acabar originando outros centros urbanos, fazendas ou portos, por exemplo. A única coisa que cabe a você é evoluí-los.
Outro elemento interessante do mapa de campanha é o desenvolvimento de tecnologias que se dá por conta de pesquisadores nascidos em sua nação. Um bom exemplo é Isaac Newton, na Grã-Bretanha, que se levado à uma escola ou universidade próxima de uma grande cidade, é capaz de ajudá-lo na melhoria de questões militares, comerciais e logística. Cada quesito tem sua própria árvore de tecnologias a serem pesquisadas que vão melhorar desde a colheita de trigo em fazendas até o poder de fogo de suas tropas em campo e o tiro dos seus canhões em navios.
A prioridade que você dará aos três quesitos (político, econômico e militar) definirá o futuro de sua nação. Seu país terá seus cofres transbordando? Sua administração será capaz de administrar bem a população? Seu poderio bélico terá a capacidade de proteger suas fronteiras e vencer seus inimigos? Você decide. Caso a administração não seja boa o suficiente, a recessão pode ser iminente e até mesmo revoluções podem ocorrer!
Preparar, apontar e… Fogo!
Se no mapa de campanha tudo é gerenciado de forma pacífica e eficiente em turnos de 6 meses (in-game) de duração, é durante a aproximação de exércitos ou frotas inimigas que o jogador tem a chance de contemplar o ponto mais forte não só de Empi




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